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07/29/2005: "CMN eleva recursos para a casa própria"
Haverá mais recursos para financiamento da casa própria neste semestre. O Conselho Monetario Nacional (CMN) aprovou ontem 28/07/2005 resolução que obrigará os bancos a aumentar em 50% o volume de recursos para financiamento habitacional. Com isso o montante disponivel na segunda metade de 2005 será de R$. 2,526 bilhões, ante R$. 1,684 bilhão do segundo semestre de 2004. Antes da decisão do CMN, o autmento programado era de 45%.
No ano,, o montante de recursos a ser liberado para a habitação alcançará R$. 4,2456 bilhões dos quais R$. 2 bilhões já foram aplicados até junho. Em todo o ano passado, os bancos integrandos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstrimo (SBPE) emprestaram R$. 3 bilhões para a casa própria.
O diretor de Normas do Banco Central, Sérgio Darcy, explicou que, na mesma resolução, o CMN tratou de mudar as regras do multiplicador, criado para incentivar as instituições financeiras a baixarem o valor do empréstimo da casa própria e também os juros para financiamento de valor mais baixo.
O multiplicador para operações com juros de 9%, em vez dos tradicionais 12%, conta em triplo para efeito de cumprimento, pelo banco, do montante que ele tem de direcionar obrigatoriamente para o financiamento habitacional. A taxa de 9% é cobrada para financiamento na faixa de R$. 60 mil.
Mesmo com esse incentivo, os bancos não estavam emprestando nessa faixa, segundo Darcy. Isso porque não queriam ficar presos durante 15 anos(prazo para a duração dos contratos) às condições que permitiram utilizar o multiplicador.
Sérgio Darcy disse que agora, com a mudança promovida na regra, os bancos poderão reduzir o prazo de aplicação do multiplicador para um período minimo de três anos.
Depois disso, o banco poderá renegociar o contrato, o que significa que o mutuário que pegou o financiamento com uma taxa de juros menor, poderá sofrer com a elevação dos juros do contrato. O diretor do BC disse, porém, não acreditar em mudanças drásticas no custo desses contratos, proque isso elevaria a taxa de inadimplência , o que não interessa aos bancos.
Fonte - O Estado de São Paulo